domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Shélyga
Quando tinha dez anos, meus pais pastorearam uma igreja em Capela do Alto, uma cidadezinha do interior de São Paulo, depois de Araçoiaba. Como morávamos em São Paulo, íamos pra lá toda sexta-feira. Tínhamos culto sábado e domingo quase o dia inteiro. Quando chegamos lá, a igreja tinha apenas oito membros e meus pais fizeram um trabalho muito bonito, deixando mais de cem membros em apenas um ano de pastoreado. Nesse tempo, eu e meus irmãos nos enturmamos e conhecemos quase todas as crianças da cidade.
Teve uma amiga que foi especial pra mim. O nome dela era bem exótico, assim como sua aparência. Ela tinha olhos bem grandes cor de mel, nariz e boca bem pequenos, cabelos cacheados e mais claros nas pontas queimados do sol, magra e desengonçada... e pra completar, seu nome era Shélyga. A família dela tinha uma história complicada, como a maioria dos membros da igreja. O pai bebia e ficava agressivo com a mãe, além das traições. Até que foram embora pra aquela cidadezinha pra fugir da violência.
Passávamos muito tempo juntas, fazendo coisas simples de criança, e como era bom! Quantas lembranças naquela casinha quase sem teto, enquanto sua mãe trabalhava vendendo coisas pra poder sustentar a casa. O cheiro do café da tarde, o carinho de rostos desconhecidos, os presentes modestos tão verdadeiros. Shélyga tinha a mesma idade que eu, vivíamos trocando coisas, e minha mãe brigando comigo rs...
Até que eu fiquei doente. Fui operada às pressas de apendicite, mas depois de algum tempo, houve complicações e peguei uma baita infecção hospitalar. Morei no hospital por mais de dois meses, mas feliz por não ter que operar novamente.
Quando enfim voltei pra igreja, super feliz por poder rever minha amiga, ela me recebeu com lágrimas nos olhos, e me abraçou com força dizendo o quanto estava feliz por me ver novamente. Isso eu não esperava e pra falar a verdade, naquele momento eu fiquei meio sem graça, sem entender o porquê de tanto drama. Só muito tempo depois fui saber que infecção hospitalar é coisa séria.
E hoje, depois de tanto tempo, as vezes me pego me lembrando desse momento. Vejo em meus pensamentos aqueles olhos emocionados, vindo me abraçar. Amizade fiel assim, quase que nunca mais. Guardei isso em mim as vezes pra ficar triste, por não ver mais amizade assim.
Não sei mais por onde Shélyga vive, mas eu desejo a ela toda a felicidade do mundo! Ela nem sabe mas, ainda hoje, é aquele momento que me faz lembrar de como eu era quando pequena, de como alguém de fora gostou de mim de uma maneira especial...
E como eu gostava dela...
Teve uma amiga que foi especial pra mim. O nome dela era bem exótico, assim como sua aparência. Ela tinha olhos bem grandes cor de mel, nariz e boca bem pequenos, cabelos cacheados e mais claros nas pontas queimados do sol, magra e desengonçada... e pra completar, seu nome era Shélyga. A família dela tinha uma história complicada, como a maioria dos membros da igreja. O pai bebia e ficava agressivo com a mãe, além das traições. Até que foram embora pra aquela cidadezinha pra fugir da violência.
Passávamos muito tempo juntas, fazendo coisas simples de criança, e como era bom! Quantas lembranças naquela casinha quase sem teto, enquanto sua mãe trabalhava vendendo coisas pra poder sustentar a casa. O cheiro do café da tarde, o carinho de rostos desconhecidos, os presentes modestos tão verdadeiros. Shélyga tinha a mesma idade que eu, vivíamos trocando coisas, e minha mãe brigando comigo rs...
Até que eu fiquei doente. Fui operada às pressas de apendicite, mas depois de algum tempo, houve complicações e peguei uma baita infecção hospitalar. Morei no hospital por mais de dois meses, mas feliz por não ter que operar novamente.
Quando enfim voltei pra igreja, super feliz por poder rever minha amiga, ela me recebeu com lágrimas nos olhos, e me abraçou com força dizendo o quanto estava feliz por me ver novamente. Isso eu não esperava e pra falar a verdade, naquele momento eu fiquei meio sem graça, sem entender o porquê de tanto drama. Só muito tempo depois fui saber que infecção hospitalar é coisa séria.
E hoje, depois de tanto tempo, as vezes me pego me lembrando desse momento. Vejo em meus pensamentos aqueles olhos emocionados, vindo me abraçar. Amizade fiel assim, quase que nunca mais. Guardei isso em mim as vezes pra ficar triste, por não ver mais amizade assim.
Não sei mais por onde Shélyga vive, mas eu desejo a ela toda a felicidade do mundo! Ela nem sabe mas, ainda hoje, é aquele momento que me faz lembrar de como eu era quando pequena, de como alguém de fora gostou de mim de uma maneira especial...
E como eu gostava dela...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Josué
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
hello, december...

No mês de dezembro, vou acompanhar o Leo numa viagem pelo norte do Brasil, por conta da turnê que ele fará com a prima dele, Laura Morena. Vou aproveitar para começar a divulgar meu cd que sairá muito em breve (rs). As gravações do meu cd já terminaram, estamos em fase de finalização. Obrigada a todos pelas orações, por sempre perguntarem quando meu cd sai, rs... é isso aí! D-s está no controle e eu confio nEle. E é somente nEle que confio...
Vou tentar não sumir e escrever algumas coisinhas! Também estarei sempre postando fotos da viagem no meu outro blog, www.demadrugada.tumblr.com (lá as fotos ficam mais legais). Aproveitem bastante as férias e o fim de ano com muito amor, muita paz no coração!
D-s abençoe a cada um de nós.
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